A situação econômica de Itapira durante a administração de Toninho Bellini ganha cada vez mais previsões pessimistas a respeito do desenvolvimento. A arrecadação do município em relação ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), de acordo com a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, caiu quase 10% no comparativo do 1º semestre de 2025 com o de 2024.

O ICMS é um tributo recolhido na comercialização de todos os produtos, desde uma bala até um carro. O imposto também incide sobre serviços de transportes e comunicação. O governo estadual recolhe esse imposto e repassa uma porcentagem aos municípios, dividindo as fatias desse ‘bolo tributário’ segundo alguns critérios estabelecidos em legislação específica.

Queda

Segundo os dados oficiais, entre janeiro a junho de 2024, Itapira recebeu de ICMS um total de R$ 48,34 milhões. No mesmo período, mas em 2025, a receita chegou aos R$ 43,77 milhões – uma queda R$ 4,57 milhões em arrecadação e variação de menos 9,5%.

A queda se torna ainda mais acentuada quando verificado a variação do índice de participação no ICMS, de 2022 para 2023, aplicado em 2025 – uma diferença de menos 11,49% em participação.

A Pior

Entre os principais municípios da região, Itapira teve o pior desempenho na arrecadação de ICMS nos comparativos dos primeiros semestres de 2024 e 2025.

Apesar de ser de conhecimento geral que Mogi Mirim e Mogi Guaçu arrecadam mais, Amparo fica no mesmo patamar e Espírito Santo do Pinhal tem arrecadação menor de ICMS do que Itapira, a grande questão é que todos os municípios vem desenvolvendo sua economia, ao contrário de Itapira.

Apenas Itapira teve arrecadação menor. A variação no comparativo dos períodos de Mogi Mirim foi de mais 6,6%, em Mogi Guaçu mais 2,9%, Amparo mais 6,6% e em Pinhal mais 9,9%. Rendimentos estes muito superiores aos menos 9,5% apresentado por Itapira.

Questionável

Enquanto a cidade enfrenta uma retração econômica, atitudes da administração de Toninho Bellini são um tanto quanto questionáveis. Com a Prefeitura tendo de fazer empréstimos para cobrir gastos de áreas essenciais, aplicar quase R$ 900 mil de verba pública para contratar shows para a próxima edição do Rodeio – que é um evento da iniciativa privada – foi uma das mais recentes polêmicas sobre a destinação dos recursos públicos.

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