O trânsito foi liberado sem maior alarde na nova ponte da administração de Toninho Bellini. Nada de inauguração, pronunciamentos ou mesmo avisos. Simplesmente, o tráfego de veículos passou a ter início na estrutura que custou mais de R$ 3 milhões aos cofres públicos.

Depois de inúmeras críticas pelo atraso da conclusão da obra – e não seria por menos já que foi mais de um ano de consecutivas prorrogações desde o prazo inicial de conclusão previsto para julho do ano passado – os veículos começaram a trafegar pelo dispositivo – que interliga a Avenida Ari Wilson Cremasco, no Jardim Soares, com a Professor Fenízio Marchini, no Distrito Industrial Carlos Yonezawa – ao final da primeira quinzena de setembro.

A Prefeitura não confirmou nada oficialmente, mas uma inauguração formal deve ocorrer no mês de outubro, algo que ajudaria a administração municipal a preencher o mês de aniversário da cidade com “atrações”, já que no ano passado praticamente apenas o desfile cívico foi realizado – o evento “O Parque é Nosso” é relacionado ao dia das crianças.

Cabe ressaltar que ainda é necessário construir duas rotatórias em cada um dos acessos da ponte.

Críticas

Mas se for levar em consideração as opiniões dos populares que trafegam pela região da rodoviária e entraram em contato com o Tribuna, o certo mesmo era a administração de Toninho Bellini nem inventar um evento de inauguração para a ponte que teve custo de R$ 3,1 milhões, financiados pela Caixa Econômica Federal.

A “revolta” dos motoristas foi pautada pelo alto custo da obra e seu reflexo, praticamente nulo, na melhoria do trânsito na rotatória que fica entre as movimentadas avenidas Rio Branco, Italianos e Comendador Virgolino de Oliveira, além da Rua Ari Wilson Cremasco.

Na época em que a obra foi anunciada, a Prefeitura informou que um estudo havia sido realizado e que a ponte iria melhorar o fluxo de veículos na rotatória, porém, o resultado desse estudo sempre moveu críticas à administração pública, como sendo uma aposta duvidosa.

Fato é que os milhões foram gastos e a ponte está instalada. Para verificar as reclamações recebidas, a reportagem acompanhou a movimentação de veículos pelo local. De fato, conforme afirmaram os populares, o congestionamento e lentidão permanecem nas quatro vias que chegam até a rotatória nos horários de maior fluxo de veículos, conforme os registros fotográficos.

Apesar de estar sendo utilizada, a quantidade de veículos que optam por passar pela ponte é modesta em comparação com os que acabam tendo que necessariamente utilizar a rotatória. Esse talvez seja um dos principais pontos que mostram o motivo da tráfego não ter tido tanta melhora: a ponte foi construída em local de pouca eficiência e não foi a melhor estratégia para melhorar o trânsito na região.

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