Com a curva de desenvolvimento cada vez mais em queda acentuada, a situação econômica de Itapira recebeu um novo balanço desfavorável da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo. Segundo os dados fechados no final de agosto, o município apresentou mais uma redução no índice de participação no ICMS e já é o 7º pior do estado no quesito.

A falta de efetividade da gestão de Toninho Bellini com a geração de emprego e renda, assim como a vinda de empresas e indústrias para a cidade, vem causando uma grande queda na participação da arrecadação do ICMS no estado – a principal fonte de recursos que o município possui.

O índice de participação no ICMS é formado e aplicado com uma diferença de dois anos. Portanto, o desempenho de Itapira em 2024 estará refletindo no montante em que Itapira irá receber em 2026. Após o novo balanço da Fazenda, o índice de Itapira caiu para 0,1931 – o pior desde o ano de 2004.

A diferença do desempenho itapirense nas duas últimas gestões municiais (Paganini de 2017 a 2020 e Toninho Bellini de 2021 a 2024) é de quase 30% no índice – 0,2651 contra os 0,1931 atuais. Durante a segunda gestão de Paganini, Itapira apresentou, segundo os dados do estado, uma variação de mais 28,94%. Enquanto isso, após a gestão de Bellini III, a variação foi de menos 27,16%.

7ª pior

Esse novo balanço do estado fez com que Itapira caísse mais duas posições no ranking estadual de variação do índice de participação no ICMS. Em dezembro do ano passado, conforme noticiado pelo Tribuna, Itapira ocupava a nona pior colocação no quesito, porém, com a nova atualização, o município já é o sétimo pior do estado.

A variação no índice de participação no ICMS entre os períodos de 2020 (último ano do governo Paganini) e 2024 (após a terceira gestão de Toninho Bellini) foi 27,19% negativo – a sétima pior variação no período dentre as 645 cidades presentes no Estado de São Paulo, colocando Itapira na 639º posição.

Itapira está à frente no estado apenas de Borebi, Jaguariúna, Severinia, Iracemápolis, Alumínio e Gavião Peixoto.

Essa perda no índice irá representar para o próximo ano a perda de milhões de reais em arrecadação para o município, que já enfrenta sérios problemas fiscais, tendo de efetuar constantes empréstimos na Caixa Econômica Federal – somente em um período de pouco mais de três anos – abril de 2022 a julho de 2025, a administração de Toninho Bellini emprestou R$ 79 milhões.

R$ 5 milhões a menos

O balanço de Itapira na arrecadação de ICMS referente ao primeiro semestre de 2025 já havia sido quase 10% menor.

Conforme noticiado em julho pelo Tribuna, entre janeiro a junho de 2024, Itapira recebeu de ICMS um total de R$ 48,34 milhões. No mesmo período, mas em 2025, a receita chegou aos R$ 43,77 milhões – uma queda R$ 4,57 milhões em arrecadação e variação de menos 9,5%.

Entre os principais municípios da região, Itapira teve o pior desempenho na arrecadação de ICMS nos comparativos dos primeiros semestres de 2024 e 2025. A variação no comparativo dos períodos de Mogi Mirim foi de mais 6,6%, em Mogi Guaçu mais 2,9%, Amparo mais 6,6% e em Pinhal mais 9,9%. Rendimentos estes muito superiores aos menos 9,5% apresentado por Itapira.

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