Ao que tudo indica, a administração de Toninho Bellini “sentiu o golpe” da ineficiência da ponte que custou mais de R$ 3 milhões aos cofres públicos e já estaria analisando um novo estudo sobre o trânsito na região da rotatória próximo da rodoviária para que o mesmo tenha mais eficiência.

No final de setembro, o Tribuna noticiou que a ponte – após ter seu tráfego de veículos liberado – não surtiu efeito e os congestionamentos nas avenidas ainda estavam presentes. A reportagem foi feita após o contato de alguns motoristas que transitam pelo local, que questionaram o reflexo praticamente nulo na melhoria do trânsito na rotatória que fica entre as movimentadas avenidas Rio Branco, Italianos e Comendador Virgolino de Oliveira, além da Rua Ari Wilson Cremasco.

Estudos?

A informação de que o Prefeito Toninho Bellini já estaria debruçado em um estudo para melhorar o trânsito na região veio do vereador situacionista André Siqueira (MDB) durante a sessão da Câmara Municipal do dia 9 de outubro.

A grande questão é que desde o início do anúncio de onde seria feita a ponte, os estudos que foram citados e que justificariam a obra foram amplamente questionados, questionamentos estes que se mostraram totalmente plausíveis, já que a ponte foi inaugurada e nada mudou.

Siqueira citou uma conversa com Gustavo Pereira, Diretor do Departamento de Trânsito. “O Gustavo já apresentou o projeto para o Prefeito. Projeto ta na mão do Prefeito para fazer algumas mudanças. Gustavo colocou um pessoal lá para fazer alguns estudos, quantos carros passam em tal lugar, quantos caminhões passam, e ficou pronto já. Ficou do prefeito analisar pra ver se vai fazer algumas mudanças ou não”, disse.

A ponte construída foi amplamente criticada na sessão. O vereador Mauricio Cassimiro de Lima (PL) chegou a citar “falta de boa vontade” na solução do problema. “Ver a inauguração de um dispositivo de R$ 3 milhões, uma ponte, sem ao menos ter pensado em uma logística de trânsito”, disse, completando que “simplesmente inauguraram a ponte e deixaram o trânsito acontecer”.

Combustível

O situacionista André Siqueira expôs ainda mais a ingerência que Itapira enfrenta com a atual administração ao citar a falta da conclusão das pinturas nas orientações do trânsito na nova ponte por falta de combustível.

“Chegou a tinta, materiais já chegou, agora ta com problema do combustível, então tem o material da tinta e não tem o combustível. Hoje realmente é a verdade, ele ta lá com o material e não tem o combustível para fazer o serviço e ta aguardando o próprio Prefeito dar o aval para fazer mudanças”.

Lamentável

Ao que tudo indica, pouco poderá se fazer com a ponte para que ela se torne eficiente e melhore o trânsito nas avenidas que passam pela rotatória da rodoviária. Isso porque as sugestões são de mudanças em orientações do trânsito em outras vias e não diretamente na ponte. O debate sobre a ponte na Câmara ocorreu durante votação de uma indicação do vereador Rogério Codogno (REP), a qual constava a sugestão para proibir a conversão à rua Prof. Fenízio Marchini, para quem sai da Avenida Rio Branco em direção à Avenida Virgolino de Oliveira, defronte a Viação Mirage.

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado.