Uma história pautada por fé, superação e profunda união comunitária ganhou mais um capítulo inesquecível. O tradicional grupo CIDA (Ciclistas Itapirenses Devotos de Aparecida) atingiu a expressiva marca de 36 peregrinações anuais até o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

A largada da 36ª edição ocorreu no início da manhã do dia 4 de junho, coincidindo com as celebrações do feriado de Corpus Christi. Como manda a tradição de décadas, a concentração inicial aconteceu no Bar do Zé Maria. O estabelecimento abriga um espaço afetivo dedicado ao grupo, decorado com fotos de diversas romarias anteriores realizadas.

Neste ano, a romaria contou com uma comitiva de 47 itapirenses, dos quais 28 completaram o desafio montados em suas bicicletas. O trajeto de mais de 300 quilômetros foi realizado majoritariamente por estradas asfaltadas. Ele exigiu forte preparo físico e resiliência dos devotos ao longo de três dias de viagem. O percurso foi transmitido pela “TV Renanzão”tvrenazao”, no Instagram.

Homenagem

O momento de maior emoção da edição envolveu a memória do Padre Carlos Augusto Semensin, sacerdote falecido recentemente. Ele era a figura mais emblemática do dia da partida do grupo, momento em que tradicionalmente reunia os ciclistas para conceder a bênção de envio.

Desta vez, a liturgia inicial de proteção foi proferida pelo Padre Rodrigo Carneiro, da Paróquia São Judas Tadeu, que acolheu o grupo. Em sinal de reverência, todos os ciclistas estamparam no uniforme oficial a foto do Padre Carlos acompanhada dos dizeres “eterna gratidão”.

“O Padre Carlos foi muito importante para nós e foi merecidamente homenageado nessa fantástica romaria”, destacou o presidente do CIDA, Luis Alberto Duzo. Ele liderou a comitiva ao lado dos diretores Sartorato, Rochinha, Elcinho e João do Mato.

Superação

A estrada também foi palco de histórias inspiradoras de superação pessoal. Um dos grandes destaques do grupo foi o ciclista conhecido popularmente como “Branco”. Ele enfrentou e venceu o severo desafio físico da rota pouco tempo após passar por uma cirurgia complexa para implante de prótese.

No outro extremo da experiência, o contraponto geracional ficou por conta do romeiro mais jovem do grupo. O menino João Santos, de apenas 10 anos, filho do professor “Feijão”, que acompanhou a comitiva e demonstrou a continuidade da tradição religiosa entre as novas famílias itapirenses.

O roteiro do primeiro dia cruzou as cidades de Lindoia, Socorro e Toledo. Na sexta-feira, o grupo avançou por Extrema, Joanópolis e São Francisco Xavier. No sábado, dia 6, após cruzar Monteiro Lobato e Santo Antônio dos Pinhais, os ciclistas desceram a Serra da Mantiqueira, passando por Pindamonhangaba e Roseira.

Recepção

A chegada ao destino final ocorreu precisamente às 17h30 do sábado. Unidos defronte à fachada principal do Santuário Nacional, os 47 integrantes fizeram a pausa para uma forte oração coletiva de agradecimento.

O ponto alto da celebração religiosa aconteceu na manhã de domingo. Reconhecido pela organização do Santuário por sua impressionante regularidade de 36 anos, o grupo CIDA recebeu assentos reservados nas primeiras fileiras da missa das 8h.

A celebração foi presidida pelo Arcebispo Dom Mário, que fez questão de ir ao encontro dos ciclistas itapirenses após o encerramento da missa. Ele concedeu uma recepção acolhedora e parabenizou o município pelo testemunho de fé.

O presidente Duzo estendeu os agradecimentos aos patrocinadores locais que viabilizaram a logística e apoio da jornada.

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